sexta-feira, 8 de julho de 2011

Competição Brasileira de Cobrança de Pênalti


O projeto é simples, mas o plano audacioso:

E se fosse possível transformar o método cientifico inteiro (sua filosofia e sua pragmática) em um grande jogo??

A ideia por traz dessa frase absurda vêm do movimento de gameficação (gamification ou gamefull - http://goo.gl/LHkoY), que propõe que precisamos transformar a realidade que nos cerca em um grande jogo. Não um jogo digital, ou um jogo de video game, computador ou coisas assim, mas na verdade seguir o método que os games têm.

Seguindo regras como:
  • Objetivos Claros - provê um senso propósito
  • Regras - permitem a criatividade e o pensamento estratégico
  • Reforços claros e constantes (sistema de feedback aperfeiçoado) - promessa de objetivos alcançáveis e provem motivação
  • Participação Voluntária - confere ao jogo uma experiência segura e prazerosa

Voltando para o projeto, Competição Brasileira de Cobrança de Pênalti (http://goo.gl/pk8TS), amigos queridos, pesquisadores e neurociêntistas alocados no Hospital Sírio Libanês, estavam fazendo uma pesquisa muito interessante sobre tomada de decisão motora (http://goo.gl/ygK4W), entretanto como sempre na ciência Brasileira, estavam correndo para o recrutamento de sujeitos para a coleta de dados.

Acabei propondo para eles uma estratégia ousada e diferente para o recrutamento desses jovens. E se transformássemos o recrutamento dos jovens em uma competição? Digo, quem sabe se colocassemos essa pesquisa dentro dos quatro critérios de gameficação?

Nem foi preciso pensar muito, o trabalho já estava feito. A própria atividade para avaliar decisão motora era um jogo de cobrança de pênalti (já tinham um objetivo claro), a regra era bem simples (chutar a bola no momento certo, no lado oposto do goleiro), os reforços eram constantes (cada acerto, erro e precisão do chute aparecia na tela) e por fim toda a pesquisa seria voluntária, e aqui que entrou o nosso desenho do game, criando o site da competição- http://goo.gl/ygK4W -. Na verdade criamos uma competição onde cada jogador defende o seu time que se guia pelo ranking do Brasileirão.

Essa ação criou o a motivação intrínseca necessária. Os sujeitos recrutados estão agora avidos para entrar na competição para mostrarem que conseguem fazer mais gols no angulo, para mostrar que erram menos e para ajudar o time deles na vitória no campeonato...


Essa pode ser uma indicação de que ingredientes de games podem transformar a vida e a realidade para melhor!!!!



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Uol Ciência e Saúde: Concentração pede vida saudável e regrada, dizem especialistas

26/10/2010 - 07h00

Concentração pede vida saudável e regrada, dizem especialistas

Márcio Derbli
Especial para o UOL Ciência e Saúde
Dormir o suficiente e praticar uma atividade física regular ajudam a melhorar a concentração

Melhorar a atenção e a concentração sem o uso de medicamentos é possível adotando algumas medidas. Segundo o neurologista Paulo Bertolucci, atitudes como dormir o suficiente, não abusar de bebidas alcoólicas, não tomar tranquilizantes se não for realmente necessário e praticar uma atividade física regular são suficientes para obter melhorias no rendimento. O segredo é diminuir o estresse. “A atividade física regular diminui o estresse, isso não tem nada a ver com medicação, tem a ver com uma vida mais saudável. Com mais sono e menos estresse, você mantém a atenção”, ensina o especialista.

Para Thiago Rivero, pesquisador do departamento de Psicobiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a terapia cognitivo-comportamental pode ser útil em casos de diagnóstico de TDAH. Neste tipo de terapia, são utilizadas diversas técnicas de treinamento que levam a uma melhoria da atenção e concentração. O especialista pode auxiliar, por exemplo, no planejamento e organização de cronogramas para realização de tarefas.

Segundo o pesquisador, os principais inimigos da falta de concentração são a falta de regras na rotina diária, desde criança, e o desconhecimento dos processos cognitivos do cérebro. “Quanto mais cedo se ensina o uso de regras, a organização, o planejamento e o estímulo a todas as funções mentais, mais cedo criamos jovens independentes, autônomos e com qualidade de vida”, avalia Rivero.

A Aposta da Neurociência: Perspectivas Futuras

A Aposta da Neurociência: Perspectivas Futuras


Texto de Luciane Simonetti e Thiago Strahler Rivero
Edição de Rafaela Sandrini


Problemas conceituais e metodológicos são facilmente encontrados dentro das teorias psicológicas. Textos e trabalhos teóricos de muitos filósofos da mente tentam resolver este problema ao buscarem uma definição do conceito de mente e a dissolução do problema mente-corpo. A Filosofia da Mente , de modo específico, preocupa-se com esta análise conceitual de teorias por meio de uma investigação científica.

Workshop de Terapia Racional Emotiva Comportamental em Belo Horizonte

Foi com muita alegria que durante os dias 11/03 e 12/03 tive a possibilidade de ministrar o 1° Workshop Mineiro de Terapia Cognitivas, um curso rápido com o objetivo de treinar psicólogos e neuropsicologos no uso da Terapia Racional Emotivo Comportamental proposta teórica e terapêutica construida por Albert Ellis.

A turma estava super motivada e participou sem parar nas 16 horas de curso. O curso foi coordenado de forma maravilhosa pela Isabela Lima e a Isabela Goes, duas alunas de mestrado da UFMG. E sem o apoio do LINEU (Laboratórios Integrados de Neuropsicologia)




Veja abaixo um texto escrito por uma das alunas do curso em seu blog (http://66.228.120.252/cronicas/2861309):

"Tinha curiosidade em saber sobre as técnicas na abordagem de patologias que necessitam intervenção mais breve. Casualmente participei de um workshop em Terapia Racional Comportamental, em Belo Horizonte e era o que eu queria conhecer. O jovem professor, dr. Thiago Strahler Rivero da UNIFESP, conseguiu com seu entusiasmo e competência passar os ensinamentos de Albert Ellis e formas de trabalhar o amor, o sexo, e as diversas patologias que aflingem o mundo moderno, como a droga, o pânico, a depressão e outras".
Além do povo mineiro ser extremamente amável e a comida muito boa, o prazer foi todo meu!!! =)

Programa de divulgação ciêntifica: Descobrindo a sua Mente!

Participamos do programa Descobrindo a sua Mente de divulgação cientifica em Psicologia e Neuropsicologia, comandado pelo maravilhoso, idolatrado, salve salve Alexandre Rivero (vulgo papai!!). A experiência foi fantástica, discutimos Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e pudemos levar um pouco de discussão a respeito dos mitos e enganos do diagnóstico e o papel do Neuropsicologo.

parte 1



Associação Brasileira de Psiquiatria: Diagnóstico mais fácil para déficit de atenção

Diagnóstico mais fácil para déficit de atenção

Pesquisadores da Unifesp desenvolvem um modelo para simplificar a identificação de TDAH.

Pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram uma pesquisa na qual propõem um método mais simplificado para ajudar no diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Segundo o psicólogo e pesquisador Thiago Strahler Rivero, da equipe que desenvolveu o trabalho na Unifesp, o novo método consiste em um roteiro resumido que facilitaria a leitura dos resultados dos testes de desempenho contínuo, utilizados para o diagnóstico. O trabalho ajudaria tanto no trabalho clínico dos médicos, responsáveis pelo diagnóstico final, como também na ação dos demais profissionais que lidam como o TDAH – psicólogos, por exemplo.

A pesquisa concluiu que é possível resumir os 15 resultados apresentados em cada avaliação em cinco itens: atenção focada, associada à capacidade de concentração numa atividade; atenção sustentada, habilidade de se manter numa atividade por longos períodos; vigilância, aptidão para lidar com situações imprevisíveis; hiperatividade e impulsividade; capacidade de manutenção do controle.

“A gente não está propondo mudar o teste, que é muito bom, mas a forma de correção e avaliação dele para diminuir a subjetividade do avaliador”, diz Rivero. O teste, de referência internacional, é de 1956 e passou pela última revisão em 2005. “Ele é complexo porque, no fim da avaliação, dá uma folha com 15 resultados. A subjetividade do avaliador é muito grande e, se pegar o mesmo caso e passar por dez psicólogos, cada um vai dizer uma coisa. Propomos medidas que têm mais a ver com o dia a dia”.

A busca por mais precisão nos diagnósticos do TDAH é um dos principais desafios para o tratamento adequado da disfunção, que hoje acomete mais de 5% das crianças e dos adolescentes no mundo, estimam os pesquisadores. Em geral, os diagnósticos mais rápidos são feitos por equipes multidisciplinares – médicos com o apoio de psicólogos e, em condição ideal, ajudados por fonoaudiólogos e educadores.

“Nos Estados Unidos e na Europa, o educador tem de saber avaliar o desempenho mental dos seus alunos. Um modelo como esse colabora e muito na educação”, diz Rivero, cujo trabalho ainda é inédito no meio científico. “Está para revisão e vamos publicar em breve”, afirma.

Para a psicóloga clínica Cleide Heloisa Partel, portadora de TDAH que se tornou especialista no tema, há muitas variáveis na disfunção “para simplificar em cinco itens”. Em princípio, ela vê com ressalvas o trabalho. “O diagnóstico é complexo, sim, e a pessoa precisa conhecer muito bem o assunto. Reunir os resultados nesses cinco itens me parece uma coisa simples demais.”, diz. “Um dos pontos importantes a saber é se a pessoa nasceu com esse transtorno, que é genético”, afirma.

O neuropsiquiatra Fabio Barbirato, por outro lado, diz que o trabalho dos pesquisadores da Unifesp é importante como “instrumento acessório para tornar o TDAH mais acessível” a profissionais que costumam fazer o encaminhamento ao médico, como pedagogos e professores que suspeitam do TDAH nos estudantes.

“Um complicador do diagnóstico é a falta de conhecimento”, afirma Barbirato. “Existe uma série de patologias clínicas que podem afetar o déficit de atenção. Por isso é importante a avaliação médica”, completa.

Dono de um albergue para turistas na capital, Alberto Azevedo, de 27 anos, gostaria de ter tido um diagnóstico precoce do TDAH – quadro que ele só descobriu ter aos 25, depois de ter levado mais de seis anos para finalizar um curso universitário que deveria ter durado quatro anos. “Se soubesse antes, poderia ter aproveitado melhor o tratamento, foi um pouco tarde demais”, constata.

O que é TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma disfunção neurológica que atinge funções mentais, como memória, atenção e funções executivas. Está relacionado à capacidade de focar, de interagir com objetos e planejar ações. Abaixo, os critérios propostos pelo novo modelo:

Como identificar

1 Atenção focada: Falta de concentração numa atividade.

2 Atenção sustentada: falta de habilidade de se manter numa atividade por longos períodos.

3 Vigilância: inaptidão pra lidar com situações imprevisíveis.

4 Hiperatividade e impulsividade: manifestadas em vários tipos de comportamento, como comprar ou beber demais.

5 Capacidade de manutenção do controle: tendência a ser desorganizado, por exemplo.

Unifesp quer voluntários para pesquisar TDAH

A universidade abriu inscrições para jovens já diagnosticados com TDAH interessados em fazer parte de grupos de terapias associadas. O projeto mantém parceria com a Universidade Federal da Bahia. Inscrições pelo Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp (11 5549-8476).

Entrevista – Alberto Azevedo – Descobriu TDAH aos 25 anos.

“Atrasei muito a minha vida”

- Como descobriu o TDAH?

Descobri na internet, aos 25 anos. Uma amiga comentou sobre o livro Mentes Inquietas, que fala sobre esse assunto. Aí eu dei uma pesquisada, fui lendo e descobri que tudo aquilo era muito parecido comigo. Fui a uma psicóloga especializada e a uma neurologista, que fechou o diagnóstico e receitou o remédio.

- Acha que foi tarde?

Sim, porque para passar no vestibular, por exemplo, tive grande dificuldade. Prestei para o curso de Rádio e TV quatro vezes até passar. Na escola, ficava entediado na aula, dormia muito. Já tinha desenvolvido minhas técnicas de cola nem lia a prova.

- Nunca ninguém desconfiou que você era hiperativo?

Meus pais sempre brigavam comigo, então eu achava que era vagabundo mesmo. Descobri o TDAH quando estava totalmente desesperado, no 6º ano de um curso que poderia ser feito em quatro. Foi um pouco tarde demais, atrasei muito a minha vida. Depois que fui diagnosticado, minha mãe, de 52 anos, e minha irmã, de 18 descobriram que também têm TDAH.

Pesquisadores da Unifesp desenvolvem um modelo para simplificar a identificação de TDAH.

Jornal Folha de São Paulo, Caderno Equilibrio e Saúde: Pesquisa identifica fatores que caracterizam adolescentes com hiperatividade

Essa matéria nossa saiu faz algum tempo, mas o tema é muito atual.
20/09/2010 - 16h48

Pesquisa identifica fatores que caracterizam adolescentes com hiperatividade

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Psicobiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) identificou os três fatores que caracterizam o perfil de desempenho do adolescente brasileiro com TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade): prejuízo nas atenções focada e sustentada e na vigilância.

Diagnóstico de deficit de atenção divide especialistas

Segundo a universidade, a definição do perfil por meio de um novo modelo de padronização passa a ser uma ferramenta de apoio para o diagnóstico mais preciso. Com os resultados somados à avaliação clínica, o profissional pode buscar tratamentos que visem diminuir os sintomas da disfunção.

Primeiramente, o estudo analisou 490 adolescentes sem histórico de distúrbios. Entre eles, os pesquisadores identificaram e selecionaram 28 com TDAH e 28 sadios, de 12 a 18 anos, para participar da pesquisa que avaliou o desempenho de dois grupos por meio de um teste de performance. A partir do questionário, que aponta 15 medidas de avaliação, foi feita uma análise estatística fatorial que permitiu identificar os três fatores mais prejudicados entre os adolescentes com transtorno.

Orlando Bueno, chefe da disciplina de Memória do departamento de Psicobiologia, explica que a atenção focada está associada à capacidade do indivíduo de concentrar-se em uma atividade; a atenção sustentada é a habilidade de manter-se na mesma atividade por um longo período e a vigilância é a aptidão que cada um tem de responder a algo não previsível.

No teste, 360 letras surgiam na tela do computador em intervalos de um, dois ou quatro segundos, divididos em seis blocos. Para cada letra, o participante deveria reagir teclando caracteres pré-determinados.

Os resultados do estudo serão utilizados para dar suporte a outras pesquisas e tratamentos.

Remédios como a Ritalina não são a única opção para o controle do transtorno.

"É possível o uso de treinos mentais (cognitivos) para melhora de desempenho da atenção como uma proposta de reabilitação e não como uma proposta de cura, pois o TDAH não é visto como uma doença para ser curada", explica o pesquisador Thiago Strahler Rivero.

A Unifesp defende que, ao conhecer melhor as características do perfil dos jovens brasileiros, é possível estabelecer um tratamento mais direcionado e que promova as melhores respostas.

Segundo a coordenadora do núcleo de avaliação de neuropsicologia interdisciplinar da universidade, Mônica Miranda, "o treino de atenção é individual. A partir de nossos estudos, desenvolvemos materiais de apoio para o grupo clínico, como jogos de treinamento e manuais de terapia".

O TDAH é um transtorno neurobiológico que acomete mais de 5% das crianças e adolescentes do mundo, mas embora surja na infância, pode acompanhar o indivíduo na fase adulta. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. No entanto, é comum a associação com diversos acometimentos mentais e de desenvolvimento como o Transtorno de Aprendizagem, dificultando a diferenciação entre crianças que não apresentam a disfunção e são tratadas, e outras com TDAH que não são diagnosticadas. Falta de informação sobre a disfunção e falhas de diagnóstico são os temas mais recorrentes a respeito do transtorno.

VAGAS PARA VOLUNTÁRIOS

A Unifesp abriu inscrições para adolescentes já diagnosticados que possam fazer parte dos grupos de terapia associada a diferentes tipos de treinos. Durante 20 semanas, quatro grupos de cinco pessoas participarão de atividades variadas.

O projeto mantém parceria com a UFBA (Universidade Federal da Bahia), onde também estão abertas as inscrições para jovens. Os resultados dos dois Estados serão agrupados, com o objetivo de apontar os impactos dos tratamentos propostos sobre participantes de diferentes realidades.

SERVIÇO

Inscrições para projeto de tratamento em São Paulo
Local: Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp
Endereço: rua Embaú, 54
Telefone: 0XX/11/5549-8476